Formação profissional de qualidade sem sair da casa. Moradores do Morro da Mineira estão tendo a oportunidade de fazer uma especialização dentro do prédio onde fica a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O curso de pedreiro e pintor está sendo financiado pela empresa PDG Realty, pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e pela ONG Ação Comunitária do Brasil, e ao fim pode (e deve) aproveitar alguns alunos para obras em algum dos vários canteiros espalhados pela cidade.

As aulas acontecem três vezes por semana, durante seis meses. A primeira turma, com cerca de 30 alunos, começou em setembro e já está perto da formatura. O mais difícil, logo no início do projeto, foi fazer as pessoas aceitarem o fato de que as aulas aconteceriam dentro do prédio da UPP.

– No início as pessoas ficaram com medo de vir porque as aulas acontecem dentro da UPP. Mas com o tempo viram que não tinha nada a ver. Agora todos querem se inscrever, está até faltando vaga – revela a aluna Kelly Cristina Duarte, que soube do curso através da prima.

O projeto Chega Junto conta com dois professores para aulas práticas e teóricas. Na hora de colocar a mão na massa os alunos utilizam construções da própria comunidade para treinar, muitas vezes reformando estruturas que estavam condenadas. A parte de teoria acontece dentro da sala de aula, com foco nos temas: noções de conta, metragem, porcentagem, português, postura profissional, ética, cidadania, orçamento e noção trabalhista.

– A turma é muito interessada, todos chegam na hora, eles mostram que estão querendo aprender. Eu trabalho para eles crescerem, com foco na união, trabalho de grupo e empreendedorismo – explica a professora Lana Azevedo Castro, responsável pela parte teórica do curso.

O sonho de todos os alunos agora é conseguir uma vaga no mercado de trabalho.- Já tenho curso de padeiro, confeiteiro e telemarketing. Estou me qualificando para buscar uma vaga no mercado. Quero estar pronta para qualquer coisa que aparecer. Mas queria mesmo era trabalhar com a PDG – torce Kelly.

Estamos na torcida. E que esse exemplo se multiplique pelas grandes empresas.

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